Ativista que fugiu do Talibã afirma que mulher foi incendiada por “cozinhar mal”

A ativista ainda explicou que o grupo extremista não está cumprindo o que prometeu e segue com ataques violentos contra mulheres

Najla Ayoubi, ativista dos direitos das mulheres que fugiu do Talibã, afirmou que uma pessoa do país foi incendiada por “cozinhar mal” pelos integrantes da milícia.

A ativista, que é advogada e hoje mora nos Estados Unidos (EUA), explicou ainda que a vítima reside na região norte do país. Na ocasião, ela teria sido forçada a preparar uma refeição para os extremistas.

Porém, após o alimento ser considerado ruim, eles atearam fogo no corpo da mulher. “Eles estão forçando as pessoas a dar comida e cozinhar comida para eles”, disse Najla em entrevista à Sky News.

A ativista ainda revelou que muitas mulheres foram enviadas para outros países como escravas sexuais. “Também há tantas mulheres nas últimas semanas sendo enviadas para países vizinhos em caixões para serem usadas como escravas sexuais”, completou.

Não se têm informações da mulher que foi incendiada.

Porta-vozes do Talibã afirmaram que iriam agir conforme o Alcorão, livro sagrado do islamismo, e que respeitariam as conquistas das mulheres. Mas, Najla destaca que não é bem isso que está ocorrendo e que muitas mulheres estão vivendo em esconderijos. Segundo ela, no país existem relatos de açoitamentos e  espancamentos.

 

Foto ilustrativa: Pixabay/Reprodução

 

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