Acusados no envolvimento da morte de Elisa Samudio são julgados em Contagem

O julgamento iniciou nessa quarta-feira (25) e permanece nesta quinta (26)

O júri popular do policial aposentado José Lauriano de Assis Filho, o Zezé, acusado de envolvimento na morte de Eliza Samudio, terminou por volta das 23h dessa quarta-feira (25). O julgamento foi realizado no fórum de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e retomado nesta quinta-feira (26). A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos ainda hoje.

Das 20 testemunhas intimadas, 11 foram ouvidas no primeiro dia. Entre elas, o goleiro Bruno Fernandes e o amigo dele, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão. Os dois foram ouvidos por videoconferência. O último a depor foi o réu, que negou a participação no crime.

O advogado de defesa, Rodrigo Simplício, que avaliou o primeiro dia do julgamento, afirmou que ninguém ganha em um júri. “Todo mundo perde, a família da vítima… o que o Ministério Público impõe não é vitória. Nem a absolvição da defesa se torna vitória. Todos perdem. O desgaste é muito grande e o sentimento de injustiça também é muito grande”, declarou o profissional.

Conforme a denúncia, Zezé também ajudou a manter Eliza e o bebê em cárcere privado até o dia 10 de junho, quando ela foi assassinada. O policial aposentado ainda teria participação em seu assassinato ao lado de Marcos Aparecido de Souza, o Bola. Além de ter corrompido Jorge Luiz Lisboa Rosa, na época adolescente, a ajudá-lo a ocultar o cadáver da vítima.

De acordo com o MP, Zezé e Gilson Costa ainda teriam ameaçado a testemunha Jaílson Alves de Oliveira na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de BH, em 2011. Jaílson tinha sido companheiro de cela de Bola na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, e, por isso, soube dos detalhes da morte de Eliza.

A Justiça chegou a decretar a prisão preventiva de Zezé, em julho de 2015, mas ele não foi encontrado e passou a ser considerado foragido. Já em 12 de agosto de 2015, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) concedeu habeas corpus ao policial aposentado e deu direito a ele de responder em liberdade.

José Lauriano não tem passagem pela polícia mineira, conforma a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Rodrigo Simplício, que é um dos advogados de Zezé, disse, mais uma vez, que o cliente é inocente.

 

Com colaboração de Anna Bracarence

 

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