Dia do Professor: As dificuldades da educação e a busca por novos profissionais

Levantamento aponta que entre os jovens de 15 anos apenas 3,3% têm o interesse de se tornar professor


O Dia do professor, profissional responsável por ensinar e educar, é comemorado nesta segunda-feira (15). A iniciativa para a criação da data foi tomada por quatro professores, em São Paulo, mas foi em 1963 que ela foi oficializada e decretada como feriado escolar. Apesar da importância da profissão, poucas pessoas têm o desejo de seguir carreira como educador.

Atualmente no Brasil existem mais de 2,5 milhões de professores, de acordo com um levantamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), feito em 2017. Mas, apesar do grande número de profissionais da educação, os estudantes, que poderiam se tornar futuros professores não tem tanta atração pela profissão, como apontam dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), realizado em 2015, com estudantes brasileiros de 15 anos. Dentre os entrevistados, apenas 3,3% querem se tonar professores.

Entre os cinco cursos mais procurados pelos jovens, o curso de pedagogia, voltado para a educação, aparece em quinto lugar na lista dos mais procurados, como aponta o último Censo da Educação Superior (2014).

1° Medicina

2° Direito

3° Administração

4°Engenheiro Civil

5° Pedagogia

 

A falta de interesse em se tornar professor, para os profissionais, se deve a baixa remuneração. “Independente da área, vendo que em algumas se ganha melhor do que em outras, historicamente a educação não é uma área da qual o destaque é a boa remuneração, o que acaba desanimando os jovens”, afirma Carla Mendonça, professora na faculdade Fumec, em Belo Horizonte.

Agregada a baixa remuneração, para a professora Carla, as condições de trabalho desfavoráveis, também desanimam os estudantes. “Em muitos casos, os professores não tem acesso ao que precisam e trabalham com um público ou em lugares violentos, o que contribui para a falta de interesse do público mais jovem em se tornar professor”, finaliza.

Entre aqueles que ainda se interessam pela profissão, Gizelma Ferreira, de 25 anos, estudante de pedagogia, acredita que o professor pode transformar a vida das pessoas.  “Apesar de a educação vir de casa, eu acredito que a escola é um complemento, por isso eu quero ensinar e complementar a educação”, fala a estudante.

 

Amor pela profissão

Carla Mendonça – Professora

“Ser professora é um prazer. É um prazer poder contribuir para o crescimento de qualquer pessoa, em qualquer situação. É claro que têm os percalços, os problemas, mas junto com os problemas tem a atualização necessária. Também temos a troca em sala de aula e a possibilidade de contribuir, nem que seja um pouco, para que a pessoa tenha maior senso crítico e entenda mais como o mundo funciona ao redor dela”.

Janini Gomes da Silva – Professora

“Apesar de não ter boas condições, o sentimento de ser professora é gratificante. Principalmente professores da educação infantil, o carinho dos alunos é incomparável. Você percebe que pode fazer a diferença na vida deles e eles na sua. É uma troca de experiências. Eu aprendo com os alunos da mesma forma que eles aprendem comigo. O sentimento maior é a gratidão”.

Gizelma Ferreira – Estudante

“Ser professora hoje é um desafio. Mas eu acredito na minha capacitação. Eu acredito que posso ir à escola e ensinar as crianças ou os adultos que estão ali para aprender. Eu acredito no ensino que é passado para mim e que eu vou passar para as pessoas”.

*Por Victor Veloso

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