Polícia Civil investiga fraude processual e origem de arma que vitimou adolescente no bairro Icaraí

A Polícia Civil segue investigando a morte de uma adolescente de 16 anos, baleada na última segunda-feira (12) no bairro Icaraí, em Divinópolis. De acordo com a Polícia Militar, a jovem foi alvejada por um disparo acidental efetuado pelo irmão, de 19 anos.

Inicialmente, ele teria dado uma versão de que a garota teria sido baleada durante um assalto, mas entrou em contradição após a perícia da Polícia Civil encontrar um projétil dentro do imóvel.

De acordo com o Delegado Regional da Polícia Civil, Leonardo Pio, o irmão da vítima disse que o disparo foi acidental quando ele se encontrava no quarto e a irmã surgiu de repente.“A perícia técnica acabou de realizar o exame de necrópsia no corpo da vítima e identificou dois orifícios, um de entrada e outro de saída. Converge com a versão do autor, de ter realizado apenas um disparo de arma de fogo. O que a Polícia Civil apura agora é se o disparo foi composo ou doloso, quando o autor assumiu o risco de produzir o resultado, uma vez que ele não tinha autorização para ter arma dentro de casa e nem aptidão técnica para manusear a mesma”, declarou. 

De acordo com o Delegado, o suspeito está no Presídio Floramar, a disposição da Justiça. Com a morte da adolescente nesta quinta-feira (15), o caso deixa de ser tratado como tentativa de homicídio e passa a ser investigado como homicídio consumado. A Polícia Civil também investiga uma possível fraude processual cometida pelo autor e busca entender a origem da arma. “A perícia constatou que o autor tentou manipular o local do crime, chegou a limpar alguns lugares que tinha sangue. O fato dele possuir a arma é objeto de investigação, onde ele conseguiu, até para que os fatos sejam apurados”, comentou.

Ainda conforme o delegado, a Polícia Civil tem 10 dias para concluir o inquérito. Caso seja liberado até o décimo dia, a Polícia Civil terá 30 dias para a conclusão dos trabalhos. Mas inicialmente, o prazo é de 10 dias contados a partir da data da prisão do suspeito, na última segunda-feira (12). “Ele pode responder por homicídio doloso qualificado, que vai de 12 a 30 anos, bem como a fraude processual”, explicou.

 

Postado originalmente por: Portal MPA

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