Polícia Civil afirma que congolês morto em bar foi executado por engano

Jacques Onza Willine veio da África para Uberlândia há 6 anos fazer intercâmbio na UFU

Em entrevista coletiva realizada nesta terça-feira, 13, a Polícia Civil (PC) divulgou um relatório parcial a respeito da investigação do assassinato de Jacques Onza Willine, congolês que foi morto a tiros em um bar no dia 29 de junho. Ao que tudo indica, o homem foi executado por engano.

O delegado Fábio Ruz explicou que o homicídio começou após o roubo de uma caminhonete na cidade de Tupaciguara. Um homem que seria fisicamente semelhante à vítima participou do crime, mas acabou preso mais tarde por receptação.

O principal autor do roubo, identificado pela polícia como Leonardo César Ferreira Camargos, de 19 anos, teria tirado satisfação com o receptador, por acreditar que ele delatou o crime para a polícia.

Com o andamento das investigações, a Polícia Civil afirma que Leonardo, então, decidiu assassinar o receptador e solicitou a dois comparsas que o executassem. No entanto, os suspeitos confundiram a vítima desejada com Jacques.

“O africano foi morto por engano, em virtude das vestimentas, em virtude das características dele e da vítima desejada. Dois homens negros, dois homens que falavam francês, os dois frequentavam os mesmos bares, os dois eram exímios jogadores de sinuca. Tudo isso acabou confrontado pra morte, por engano, do congolês”, explicou Ruz.

O delegado também explicou que o veículo utilizado pelos dois executores foi roubado no mesmo dia do crime e que foi abandonado pouco tempo após o homicídio ser consumado. E agora, o objetivo também é identificar os dois suspeitos de assassinarem o congolês.

“Agora, nós seguimos uma segunda etapa da investigação, onde nós vamos chegar até aos reais executores, a pessoa que efetuou os disparos. Uma delas estava mascarada, e a outra ficou no veículo”, disse.

Ruz disse que o mandante do crime já possui diversos atos infracionais em seu nome, que ocorreram na época em que ainda era menor de idade. E agora, pede a ajuda da população para encontrar Leonardo e identificar os dois executores do crime.

Você confere a reportagem completa desse caso nesta quarta-feira, 14, no programa Chumbo Grosso, às 7 da manhã.

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Informações: Marina Caixeta

Postado originalmente por: Portal V9 – Vitoriosa

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