Perfis em redes sociais denunciam supostas fraudes no ingresso por cotas na UFJF

Desde o início dessa semana, perfis criados no Twitter estão recebendo e compartilhando denúncias sobre supostas fraudes cometidas por candidatos no sistema de cotas adotado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), especialmente com relação a vagas reservadas a pretos, pardos e indígenas. Os perfis trazem fotos dos candidatos e informações sobre os grupos de cotas por meio dos quais eles tiveram seus ingressos aprovados, além dos cursos nos quais eles ingressaram. Em nota publicada nesta quinta-feira (4), após tomar conhecimento sobre a circulação dos dados, a UFJF reforçou que todas as denúncias chegam até a instituição por meio do canal competente, que é a Ouvidoria, e todas são apuradas.

A Universidade explica ainda que existem duas maneiras de encaminhar essas denúncias que chegam via Ouvidoria. A primeira, com a criação de uma comissão de heteroidentificação, que faz a análise do perfil do estudante já durante a realização da matrícula. Nessa abordagem, é verificado se o candidato possui o perfil para a cota na qual se declarou e é definido ali se ele tem direito ou não.

A segunda maneira trata de casos de denúncias contra estudantes que ingressaram antes da criação dessa comissão. A instituição destacou que apura todas elas, por meio de uma comissão de sindicância. Se a fraude for comprovada, é aberto um processo administrativo, por uma outra comissão, responsável pela investigação. Se a fraude for comprovada, a Universidade cancela a matrícula daqueles cuja fraude foi apurada pelas duas comissões. “Nenhuma das denúncias que chegaram à instituição, pelas vias oficiais, deixou de ser apurada pela Administração Superior”, reiterou a UFJF, no comunicado.

Postado originalmente por: Tribuna de Minas – Juiz de Fora

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