Pelo menos 101 cidades decretam situação de emergência por conta das chuvas

Governo estadual e federal afirmaram que vão prestar apoio às pessoas e também auxiliar os prefeitos nos reparos dos locais danificados 

As chuvas registradas em Minas Gerais desde a última quinta-feira (23) deixaram pelo menos 45 pessoas mortas até a manhã desta segunda-feira (27) e 18 seguem desaparecidas. As principais cidades atingidas são na região Metropolitana de Belo Horizonte e na Zona da Mata.

As informações da Defesa Civil ainda dão conta de que 12.560 pessoas estão desalojadas no estado por conta dos temporais. Ainda 3.557 estão desaparecidas.

As 14 cidades mais prejudicadas são Belo Horizonte, Alto Caparaó, Alto Jequitibá, Betim, Carangola, Contagem, Divino, Ibirité, Luisburgo, Manhuaçu, Pedra Bonita, Santa Margarida, Simonésia e Tocantins. Apesar disso, de acordo com um boletim divulgado pela Defesa Civil estadual na manhã desta segunda-feira, 101 cidades mineiras decretaram situação de emergência.  Outros municípios também foram atingidos pelas chuvas, mas não decretaram situação de emergência.

Três cidades decretaram situação de calamidade pública, conforme o órgão. Orizânia, na Zona da Mata, Ibirité, na região Metropolitana de Belo Horizonte e Catas Altas, na região Central.

Ações do governo

No início da tarde do último domingo (26), o governador Romeu Zema (Novo), acompanhado do ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, sobrevoaram as principais regiões atingidas na capital e região metropolitana. Os representantes apontaram que tanto estado quanto o governo federal vão prestar apoio às famílias e solucionar os problemas nos municípios.

“Obras de infraestrutura deverão ser feitas assim que o tempo possibilitar, principalmente aquelas que estão impedindo algum tipo de acesso e a nossa prioridade no momento é a ajuda humanitária. Já disponibilizamos toda a estrutura da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Todas as suas unidades hoje estão disponíveis para estar recebendo alimentos não perecíveis, produtos de limpeza, higiene pessoal e também colchões e lençóis”, disse Zema no pronunciamento.

A pedido do presidente em exercício, Amilton Mourão, ministro esteve em Minas Gerais

Para auxiliar às vítimas, o Governo Federal anunciou a antecipação do Bolsa Família, saque do FGTS, liberação de medicamentos e ainda anunciou que estão atentos quanto às obras que precisam ser realizadas nessas regiões. “Agora é assistência e o socorro, mas virá a necessidade de recuperar, reconstruir e melhorar a nossa capacidade de contenção e convívio com esses desastres”, disse Gustavo Canuto.

Ainda segundo Canuto, a Defesa Civil tem, no mínimo, R$ 90 milhões para ações de socorro e assistência que serão repassados às cidades, conforme o órgão receba as demandas dos prefeitos de cidades atingidas.

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