Minas já tem 76 mortes por febre amarela e 183 casos notificados

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Minas Gerais tem estimativa de 3,2 milhões de pessoas sem a vacina, que é encontrada gratuitamente nos postos de saúde

Desde o dia primeiro de janeiro, 76 pessoas morreram por febre amarela em Minas Gerais. Os dados sobre a doença foram atualizados nesta quinta-feira pela Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG). Ao todo, 183 casos foram registrados no estado. A situação pode ser ainda pior, já que outros 404 casos ainda são investigados. Os municípios que extrapolarem o teto financeiro para internações devido à moléstia serão ressarcidos pelo Estado.

A maioria dos casos é de homens que contraíram a doença. Do total de confirmações, 167 são do sexo masculino, equivalente a 91,35% dos registros. Já as mulheres representam 8,7% dos casos. Foram registradas mortes em pessoas entre 3 e 88 anos, com média de idade de 48 anos. A letalidade no período 2017/2018 da doença é de 41,5%, conforme o relatório da SES.

Vacina
A cobertura vacinal ainda não atingiu a meta, que é de imunizar 95% dos mineiros, embora as doses estejam disponíveis gratuitamente na rede pública de saúde de todos os municípios. Segundo a SES/MG, a estimativa é de 3,2 milhões de pessoas em Minas Gerais ainda continuam desprotegidas contra a febre amarela. A maioria das pessoas que não procuraram os postos de saúde são da faixa etária entre 15 a 59 anos. Entre os 853 municípios do Estado, 37,63% (321) não alcançaram 80% de cobertura vacinal; outros 33,65% (287) dos municípios têm entre 80% e 94,9% de seus moradores vacinados; com mais de 95%, estão 28,72% (245) das cidades mineiras com a recomendação de vacina.

Ajuda
Os municípios mineiros que extrapolarem o teto financeiro hospitalar com internações de pessoas com suspeita ou confirmação da doença poderão pedir ajuda ao Estado. A SES publicou uma deliberação no início de fevereiro aprovando o ressarcimento. O limite para cada cidade será de R$ 1,5 milhão. A resolução se aplica aos municípios mineiros que estão localizadas nas regiões ampliadas de saúde, no Centro, Centro-Sul e Sudeste do estado.
O município extrapola o teto financeiro quando realiza mais procedimentos de saúde do que foi pactuado para custeio mensal na Programação Pactuada Integrada (PPI).


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