Mais de 400 micro e pequenas empresas no Triângulo serão atendidas no primeiro ciclo do ALI

Agentes Locais de Inovação é um programa do Sebrae Minas para aumentar a produtividade e a competitividade dos pequenos negócios

Está sendo realizado no Triângulo Mineiro o primeiro ciclo do projeto Agentes Locais de Inovação (ALI). Promovido pelo Sebrae Minas, a iniciativa já selecionou 220 pequenos negócios de Uberaba que serão atendidos até o mês de junho. Em cada ciclo, 440 empresas serão atendidas em toda a Regional Triângulo, que comporta, além de Uberaba, as regiões de Uberlândia, Ituiutaba, Araxá, Frutal e Araguari. Os donos de micro e pequenas empresas interessados em serem atendidos pelo ALI poderão se inscrever pelo site Brasil Mais.

O objetivo do projeto é mapear os principais problemas das empresas atendidas e sugerir orientações e ferramentas que ajudem os empresários a implementarem mudanças que impactem diretamente na inovação dos seus negócios, principalmente, nos efeitos negativos causados pela pandemia da Covid-19. Podem participar do ALI, micro e pequenas empresas que têm faturamento anual de até R$ 4,8 milhões e atuem nos setores da indústria, comércio e serviço.

Para a analista do Sebrae Minas Daiana Rodrigues, este é um momento de vencer barreiras. “Mesmo com as restrições impostas pela pandemia, os Agentes Locais de Inovação estão conseguindo mapear os processos e identificar as fragilidades das empresas, propondo ações de melhoria, por meio do atendimento on-line”, explica.

Durante todo o ciclo, que dura quatro meses, as empresas selecionadas recebem acompanhamento periódico e gratuito de um Agente Local de Inovação. “Oferecemos um atendimento personalizado às empresas. Nosso trabalho é identificar as dificuldades que cada negócio enfrenta e a encontrar soluções que ajudem o negócio a inovar seus produtos e processos, para que assim, possam crescer no mercado”, justifica a agente local de inovação Brenda Bianchi Oliveira.

Adaptação

O empresário Vandeir de Oliveira Rodrigues, da Hot Money, conta que se identificou com a proposta do ALI e, por isso, resolveu participar do programa. “Nos atendimentos do ALI, o agente soube captar todos os problemas que minha empresa poderia ter com o lançamento de um novo produto. Era tudo que meu negócio precisava: resultados fantásticos”.

Já a proprietária da Santana Ferramentas e Máquinas, Juliana Santana, afirma que ao conhecer o ALI não tinha grandes expectativas. “Um programa gratuito, em meio a uma pandemia, em um momento que não seria possível fazer muitos investimentos financeiros, para mim era algo que não poderia dar certo”.

Porém, a empresária se surpreendeu logo no início do ALI. “Uma das primeiras ações do programa foi a de analisar a situação da minha empresa como um todo: indicadores, operações, marketing, atendimento ao cliente, mix de produtos, atenção ao mundo digital e até as práticas sustentáveis, como economia de energia e água. Foi assim que consegui enxergar onde eu precisaria melhorar minha gestão e meus processos”, comemora.

E não parou por aí. A empresária destaca a importância desse atendimento para alcançar os resultados. “O Agente Local de Inovação me ajudou a pensar com mais clareza e a encontrar caminhos que eu não precisaria investir um capital financeiro tão alto em um momento de incertezas”, acrescenta a empresária.

O projeto

O ALI é composto por cinco ciclos. O primeiro ciclo teve início em março deste ano, e o encerramento do programa será em novembro de 2022. A expectativa é que até lá, cerca de 12 mil micro e pequenas empresas mineiras sejam atendidos pelo programa.

Em Uberaba, são parceiros do projeto, a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba (Aciu), Federação das Indústrias de Minas Gerais – Regional Vale do Rio Grande (Fiemg), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Centro das Indústrias do Vale do Rio Grande (Cigra), Sala Mineira do Empreendedor e Sindicato do Comércio de Uberaba (Sindicomércio).

Por: Pituca Ferreira, assessora de imprensa do Sebrae Minas na Regional Triângulo

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