Interdição de Centros de Saúde Mental de BH é discutida por vereadores

De acordo com a presidente do CRM-MG, os Centros de Referência em Saúde Mental (Cersams) apresentam diversas irregularidades

O pedido de interdição dos 16 Centros de Referência em Saúde Mental (Cersams) feito pelo Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG) é discutido em audiência pública na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) nesta quarta-feira (8). Conforme o Conselho, a medida se baseia em dificuldades para internação de pacientes psiquiátricos de casos agudos.

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De acordo com a presidente do CRM-MG, Cibele Carvalho, as 16 unidades passaram por fiscalização e foi notada uma dificuldade de atendimento na rede da saúde mental. O problema se dá principalmente no tratamento ao paciente psiquiátrico agudo, que muitas vezes é atendido por um clínico e não um psiquiatra em unidades de saúde da capital mineira.

Ainda segundo a presidente da entidade, os Cersams não são inscritos no Conselho Regional de Medicina do estado, como é exigido por lei. Outra questão apontada por ela é a falta de escalas, já que nem sempre há um médico de plantão para atender um paciente agudo internado. Além disso, há diversas outras irregularidades informadas pelo órgão.

A audiência pública da CMBH visa discutir as denúncias feitas pelo CRM-MG sobre o pedido de interdição dos Cersams. Os autores da sessão são as vereadoras Bella Gonçalves, Duda Salabert e Iza Lourença e os vereadores Macaé Evaristo e Pedro Patrus. A comissão solicitou a elaboração de nota técnica e reunião deve ter início às 13h. Clique aqui para outras informações.

Foto: Câmara Municipal de Belo Horizonte / Divulgação.

 

Saúde Mental

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