Guarda é acionada para conter os ânimos em filas das UPAs em Uberaba

Na noite desta quinta-feira (12), a Guarda Civil Municipal foi acionada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para garantir a segurança de usuários e funcionários das Unidades de Pronto Atendimento (UPA) em Uberaba, devido ao aumento de demanda e relatos de demora nos atendimentos. De acordo com o comandante da GCM, Marcelo Neves, a ação foi meramente preventiva, e não foram registradas ocorrências.

Segundo o comandante Marcelo Neves, foi solicitado o apoio da GCM por volta de 18h30, diante a casos de insatisfação e tumultos nas portas das UPAs São Benedito e Parque do Mirante. O entendimento era de que os episódios de revolta poderiam atrasar ainda mais os procedimentos médicos nas unidades.

“A gente sabe que às vezes uma pessoa, um usuário ou outro, cria problema, às vezes com a razão, mas acaba atrasando ainda mais. Há relatos de pacientes que tentam agredir. A presença da Guarda é para diminuir esse tipo de ocorrência, e a gente consegue que o processo de atendimento seja agilizado. Com a presença da GCM é ocorrência zero dessas situações, de bate boca, atrito verbal, ameaça e até alguns casos de agressão física”, declara Marcelo Neves.

Aos agentes, os funcionários justificaram o aumento significativo de demanda pela escalada de casos de síndrome gripal e o perigo da infestação do mosquito da dengue. “Foi explicado que, devido à dengue e ao aumento da demanda de síndrome gripal, um grande movimento de pessoas procuraram a UPA, e relatos até que alguns pacientes estavam se exaltando contra os funcionários”, diz o comandante.

A assessoria de comunicação da Funepu, gestora das UPAs em Uberaba, diz que não há motivo para o temor, e que os atendimentos seguem a estatística.

“Em outras situações as UPAs ficaram lotadas, como na época do pico da pandemia, mas nunca ninguém deixou de ser atendido. De fato houve um aumento de demanda, como já era esperado, e por conta disso, foi contratado mais um médico para cada unidade. A Funepu trabalha com planejamento e estatística. Não há justificativa para este tipo de temor”, justifica a empresa.

As informações são do JM Online, associado AMIRT.

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