“Greve de ônibus é como uma facada no coração do comércio”, afirma CDL

Diante da retomada da greve dos motoristas do transporte coletivo na capital, nesta quinta-feira, 2, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) solicitou às partes envolvidas uma urgente resolução. A entidade enviou ofícios ao Tribunal Regional do Trabalho, ao Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Belo Horizonte e Região – STTRBH e ao presidente da BHTrans, Diogo Prosdocimi.

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“O comércio e o povo trabalhador de Belo Horizonte não aguentam mais. Respeitamos o direito à greve, é legítimo que os trabalhadores queiram melhorias salariais. Mas, fazemos um apelo para que haja diálogo entre a Prefeitura, as empresas, os sindicatos e Justiça do Trabalho para que entrem em um acordo o mais rápido possível. O comércio foi o setor da economia que mais sofreu ao longo desses quase dois anos de pandemia. Agora, com a proximidade do Natal, todos estão se esforçando ao máximo para recuperar um pouco o prejuízo. Uma greve de ônibus é como uma facada no coração do comércio. Na semana passada, a paralisação prejudicou as vendas da Black Friday. Orientamos os lojistas a estender a ação, muitos atenderam e conseguiram amenizar as perdas. Mas, às vésperas do Natal, não dá para sofrer esse baque. Esperamos que ainda hoje todas as partes envolvidas encontrem uma solução para pôr fim à greve. O comércio não aguenta mais pagar essa conta”, declarou o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

De acordo com registros desta manhã, muitos trabalhadores não conseguiram chegar aos locais de trabalho, os aplicativos de corrida registraram altos preços e em algumas estações de ônibus, como a Pampulha, a BHTrans sinalizou a circulação de apenas 6% da frota entre 7h e 8h da manhã.

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