Festival Sarará é marcado por show de empatia, diversidade e igualdade

Cantor e compositor Gilberto Gil, de 77 anos, fechou a noite de shows com sucessos de sua carreira

Diversidade e empatia foram os grandes destaques do Festival Sarará 2019. Milhares de pessoas curtiram as 12 horas de show na esplanada do Mineirão, em Belo Horizonte, no último sábado (31). Animação tomou conta do local com as mais de 15 atrações.

O festival tem o intuito de promover uma experiência nova para entender, refletir, acolher, conectar e conviver com as diferenças, desde 2014 quando foi lançado. Somente na última edição, também na Esplanada do Mineirão, mais de 20 mil pessoas curtiram o festival. Neste ano, o número de participantes subiu para 35 mil.

Djonga subiu ao palco às 15h

No palco, artistas que representam a cultura negra do Brasil levantaram a bandeira contra o preconceito. Logo no início, o cantor Silva, a banda Letrux e a cantora Marina Lima foram os responsáveis por levantarem o público. No início da tarde, o rapper mineiro Djonga subiu ao palco acompanhado de Mano Brown e outros convidados. Durante o show, o público protestou contra o presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Quando o público levantou um coro criticando o presidente, o rapper questionou a plateia sobre as palavras de baixo calão designadas a Bolsonaro. “Ele já está lá, o nosso dinheiro já está no bolso dele, nos vamos deixar ou vamos fazer alguma coisa para mudar de verdade”, questionou o cantor pedindo ao público que faça diferente nas próximas eleições.

O show ainda contou com a participação da banda Lagum, de Brumadinho, na região Metropolitana de BH, e da cantora Iza, nova jurada no The Voice Brasil. Baco Exu do Blues, Duda Beat e Pablo Vittar foram outras atrações que animaram o público.

O último show da noite foi do cantor Gilberto Gil. Durante a apresentação, o público também protestou contra o presidente Jair Bolsonaro e pediram a soltura do ex-presidente Lula. Os milhares de participantes entoaram “Lula Livre, Lula Livre”. Gil, foi ovacionado pelo público ao afirmar que tem a impressão de que a soltura do ex-presidente Lula está cada vez mais próxima.

Apesar de ser a última apresentação da noite, a esplanada do Mineirão permaneceu cheia até o final do show de Gil, por volta das 0h. O cantor colocou todos para dançar ao som de sucessos como Esperando na Janela, lançada em 2000 e Aquele Abraço, de 1969.

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