Apesar do atual cenário, pesquisa aponta confiança na Intenção de Consumo das Famílias (ICF)

Mesmo sendo um dos piores índices registrados, a pesquisa mostrou que houve aumento em comparação com o mês anterior

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revelou que a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) voltou a subir em março. Apesar da recuperação, historicamente, o índice é um piores já registrados.

Conforme a CNC, o indicador alcançou 73,8 pontos, com crescimento mensal de 0,6%, após ajuste sazonal. Se comparado com março do ano passado, houve retração de 26,1%. Além disso, o índice permaneceu abaixo do nível de satisfação, que é de 100 pontos.

Referente à confiança do trabalhador quanto ao seu emprego, os dados são mais positivos. Dos entrevistados, 32,7% disseram que se sentem seguros com o seu emprego atual, assim como no ano passado.

No mês anterior, 32% revelaram que estão confiantes, ou seja, houve aumento de 0,7%. Já em março do ano passado, o número é inferior, com apenas 26,7% dos trabalhadores confiantes.

O estudo também aponta que, pela primeira vez desde dezembro do último ano, a parcela dos que se sentem “menos seguros” com o emprego não representa a maioria.
Sobre a renda atual, 40,3% consideram ela pior do que a do ano passado. Porém, o item apresentou crescimento de 0,4%, após dois meses consecutivos de queda, alcançando 79,3 pontos. Na comparação anual, houve retração de 31,5%.

No subíndice que avalia perspectiva de consumo, 54,5% das famílias disseram que vão consumir menos nos próximos três meses, atingindo 68,5 pontos, sendo o maior nível desde maio de 2020, que atingiu 75,6 pontos.

Para o presidente da entidade, José Roberto Tadros, os dados refletem na confiança do trabalhador quanto ao seu emprego. Porém, destaca que isso só vai confirmar em médio prazo e com medidas de proteção à economia.

 

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